| Encontro de meteorologistas do nordeste discute essas temáticas |
| em 18/06/2010 |
| A indagação: Será que vai chover? ou a famosa reclamação: que calor retado! As duas expressões representam nada mais nada menos como as informações do tempo e clima podem ajudar a população. A meteorologia acaba sendo um guia para orientar a sociedade e para auxiliar decisões estratégicas do Estado. E para tanto esses dados necessitam ser divulgados de forma simples, mas com total precisão e qualidade. Essa foi a idéia passada pelo jornalista do Laboratório de Meteorologia de Pernambuco (Lamepe), Robério Coutinho, que falou sobre meteorologia e comunicação na sexta-feira (18.06), no auditório Paulo Jackson do Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá), como parte integrante da ‘VII Reunião de Análise e Previsão Climática para o Nordeste do Brasil’. Além de chamar a atenção de que muitas vezes é o jornalista quem generaliza o tema em questão, mas outras vezes é o próprio meteorologista que não formula com precisão e qualidade a informação passada ao jornalista, Coutinho também abordou o tema ‘Mudanças climáticas e mídia: um estudo de caso em Pernambuco’. O trabalho consiste consiste na triagem de notícias publicadas nos principais veículos de mídia de Pernambuco e de outros estados do Nordeste entre os meses de março e abril deste ano. De acordo com o jornalista, os dados adquiridos na pesquisa demonstram a necessidade de ampliar com certa urgência a quantidade de equipamentos que auxiliam o monitoramento do clima, como plataformas e satélites. “As mudanças climáticas não são para amanhã, são para hoje. O clima já está mudando”, disse. A triagem do estudo detectou 220 notícias veiculadas e observou como a cobertura jornalística foi feita. Coutinho observa que as conseqüências da chuva costumam ganhar bastante espaço nos meios de comunicação, principalmente quando provocam desastres e catástrofes. O estudo de caso apresentado conclui que a inserção de pautas sobre o clima no noticiário interfere na formulação de políticas públicas traçadas pelos gestores e acredita que os veículos de comunicação amplificam as vozes dos meteorologistas. No seu ponto de vista, é pertinente noticiar as mudanças climáticas e é importante acompanhar como essas essa inserção de pautas está sendo feita. “Não basta falar sobre o aquecimento global, mas também como isso afeta a população e como a informação é passada nas notícias”, afirmou. |
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Ingá - Instituto De Gestão Das Águas e Clima
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